DITADURA MILITAR

20.08.2008 - 09h33

Este texto não é meu, mas julguei pelo bem maior publicá-lo.

DITADURA MILITAR????

(Jornalista PAULO MARTINS - GAZETA DO PARANA) 

Está aí uma ditadura pior do que aquela que hoje insistem em apelidar de ‘ditadura militar’. Como nos dias de hoje, naquele período fui também um crítico. Não lembro de ter sido perseguido, como insistem em afirmar que era o hábito da época aqueles que, por falta de argumento para uma retórica razoável, apelam sem disfarces para o desvirtuado e corrosivo ‘ouvi dizer’.

Que ditadura era aquela que me permitia votar ? Que nunca me proibiu de tomar uma cervejinha num desses bares da vida após as vinte e três horas ? Ou num restaurante de beira de estrada ?

Que ditadura era aquela que (eu não fumo) nunca proibiu quem quer que seja de fumar ? Que ditadura era aquela que nunca usou cartão corporativo para as primeiras damas colocarem até botox no rosto ou para outros roubarem milhões de reais do povo brasileiro ?

Vi, sim, perseguições, porém contra elementos de alta periculosidade à época, como o eram os Zés Dirceus, Zé Genoino, Dilma Roussef - a Estela - Marco Aurélio Garcia, Diógenes, o assassino do Capitão Schandler, como os que colocaram bombas em lugares públicos, como aquela no aeroporto de Guararapes, cujo resultado foi a morte de gente inocente, ações de subversivos que desejavam implantar no Brasil um regime comunista, e para tal seguiam planos de formar nas selvas o que hoje, na Colômbia, chamam de FARCs.

Que ditadura era aquela que permitia que a oposição combatesse o governo, como ocorria com deputados como Ulisses Guimarães, apenas para se citar um nome?

Que ditadura era aquela que jamais sequer pensou em proibir a população de usar armas para se defender, como hoje criminosamente pretendem ?

Que ditadura era aquela que em nome da democracia, jamais admitiu invasão de propriedades e jamais sustentou bandidos com cestas básicas em acampamentos e jamais impediu a policia de agir, como a ditadura de hoje ?

Que ditadura engraçada aquela que chegou a criar até partido de oposição! Curiosa essa democracia de agora, em comparação ao que chamam de ‘ditadura militar’, ‘democracia que permite que ladrões do dinheiro público continuem ocupando cadeiras no parlamento e cargos no governo e tolera até mesmo um presidente alegar que ‘não sabia’, para fugir de sua responsabilidade para com a causa pública.

Que ditadura militar era aquela que jamais deu dinheiro de mão beijada para governantes comunistas, amigos de presidente, como ocorre com a ditadura de hoje e, contra a qual não nos permitem sequer contestação ?

Que ditadura era aquela que jamais proibiu a revelação das fuças de bandidos em foto e TV como ocorre na ‘democracia’ de hoje, numa gritante e vergonhosa proteção do meliante, agressor da sociedade ? Escuta telefônica, eis mais uma ação da ‘democracia’ de hoje e proibida à época ‘daquela ditadura militar’.

Ah…é verdade…Aquela ditadura proibia casamento de homem com homem, sexo explícito na TV alcançando crianças, proibia a pouca vergonha e não dava folga para corruptos que eram cassados quando prevaricavam, sem permitir que a sociedade fosse punida com a permanência no palco da corrupção dos delinqüentes, que hoje fazem CPIs para tapearam a sociedade e se escalam às mesmas como raposas cuidando do galinheiro.

Caetano Veloso está quieto em relação a essa ditadura que hoje aí está. Apostasia de ’seu ideal’? À época lançou a música ‘É proibido proibir’. Hoje se cala. O que ajudou a promover, junto com Chico Buarque, Gilberto Gil e outros, está no poder. Que pelo menos altere o nome da música para os dias de hoje para: ‘É permitido proibir’. E que vá se catar.

Um brasileiro cansado

11.02.2008 - 10h54

Cansei…

Cansei da violência.
Cidade em neurose.
Mulheres e suas bolsas junto ao peito.
Homens sem carteira.
Semáforos vermelhos cruzados a noite.
Carros blindados.
Polícia que mata polícia.
Ladrão que não vai preso não.

Cansei…

Cansei da falta de cuidado.
É SUS.
É fila.
Consulta daqui a dois meses.
Leito no chão.
Morte no corredor.
É dengue.
É febre amarela, verde e vermelha de raiva.
Tem plano de saúde.
Mais para pagar.
Não meu senhor. Isso seu plano não cobre.

Cansei…

Cansei do trânsito.
Quatro horas no carro.
Buraco no chão.
Roda amassada.
Estrada ruindo.
Tem ônibus lotado.
Metrô abarrotado.
Tem CET, tem mais trânsito.
Tem Ponte caindo.
E multa, muita multa.

Cansei…

Cansei dos impostos.
Tem II, IE, IR, IPI, IOF, ITR, ICMS e IPVA.
Não é só isso falta ITCMD, AIRE, IPTU, ITBI, IVVC, ISSQN.
Só mais algumas contribuições INSS, PIS, COFINS, CSLL e por aí vai.
Uma se foi CPMF, mas voltará renovada.
Provavelmente disfarçada.
Pagamos tudo isso e não vemos retorno.

Cansei…

Cansei da política.
De bancar o palhaço.
Dessa corja de ladrões.
Dos corruptos governantes.
De cartões corporativos. (olha o que meu imposto paga)
Mensalões.
Das não cassações.
É Jader, Marcos, Rosana, Delúbio, Lobão, Dirceu, Genoíno???
Genuinamente uma desgraça.

Cansei…

Processem-me se quiserem.
São corruptos, ladrões, enganadores, aproveitadores, mentirosos e descarados.

E engasgado na garganta de todo Brasileiro, vai um especial para você LULA:

VAI TOMAR NO CU!

gOS - uma “distribuição” diferente

17.01.2008 - 14h06

O gOS é uma distribuição que causou um grande furor ao ser lançada. Rumores de ser uma distribuição do Google (por causa do g) rolaram pra lá e prá cá. Em seu lançamento foi pré-instalada em computadores de baixo custo da Everex (green PC) vendidos pelo Wal-mart. Mas depois de esclarecidos os fatos (não é uma distribuição do Google) passaram a chamá-la de green OS, por causa do verde, porém o site da distribuição não faz referência a isso (pelo menos eu não encontrei).

Na realidade o nome é good OS.

Mas o que o gOS tem de bom?

Bom, em primeiro lugar ele é baseado no Ubuntu (em sua última versão 7.10), o que é muito bom, pois trata-se de um sistema muito estável e maduro. Em segundo, ele não usa como gerenciador gráfico o Gnome ou KDE, muito menos XFCE.

O gOS utiliza o Enlightenment (E17), claro com um tema próprio e muito bem feito. E se ele não tivesse uma conjunto de softwares selecionados que já vem instalados no sistema, provavelmente nem poderíamos chamar de distribuição.

E quais as vantagens do Enlightenment?

Apesar do E17 ainda ser uma versão em desenvolvimento, ela é uma versão bem madura e estável.

É um gerenciador muito leve, capaz de rodar aplicações aplicações construídas tanto para o GNOME quanto para o KDE.

Como o próprio site diz, o Enlightenment não está aí para competir como o Gnome ou KDE, é apenas um novo caminho para visualizar e gerenciar o desktop.

Apesar disso o E17 tem ótimos efeitos gráficos, altamente configurável e personalizável.

A grande sacada…

Unindo a estabilidade do Ubuntu, a capacidade de personalização do E17 e um conjunto de aplicativos muito bem selecionados, os desenvolvedores do gOS conseguiram criar uma distribuição muito boa. Além de encher os olhos de novos usuários Linux por causa da beleza dos recursos gráficos (coisa que o Gnome não consegue), não exige muitos recursos de hardware (como faz o KDE).

Além disso, optaram por tornar o gOS um sistema altamente integrado com a Internet. O sistema vem com dois conjuntos de aplicativos:

Desktop Softwares

Nesse conjunto estão os aplicativos que estamos acostumados a encontrar em uma distribuição:

  • Firefox;
  • OpenOffice;
  • Pidgin;
  • Skype;
  • Gimp;
  • Players de música e filmes;
  • E muito mais;

Web Softwares

Esse é um grande ponto de vantagem do gOS, comparado as outras distribuições. Ele disponibiliza fácil acesso aos aplicativos Web 2.0 encontrados por aí. Claro, a maioria deles são do Google (talvez isso tenha ajudado na confusão "Google OS"), porém outros aplicativos também estão disponíveis para o usuário.

Eis a lista:

  • Google Mail;
  • Google News;
  • Google Reader;
  • Google Maps;
  • Google Docs;
  • Google Calendar;
  • Youtube;
  • Blogger;
  • Facebook;
  • Meebo;
  • Wikipedia;
  • Box.net;
  • E outros;

Vale a pena conferir essa distribuição. Que quiser conhecer mais pode visitar o site e baixar a imagem do LiveCD para testar antes de fazer a instalação.

o cara é forte na pintura

15.01.2008 - 14h12

 Esse vídeo eu achei demais.

os 8 mais que eu já li - top 8

07.01.2008 - 10h21

Não, não é top 10, 20 ou 5. Isso todo mundo faz. O minha lista é top 8.

Os oito melhores livros que eu já li. Na realidade são nove, mas um está fora da lista, pois não tem comparação.

No filme The Shadow Dancer, que no Brasil foi traduzido como "De encontro com o amor" (tradução ridícula como sempre), um jovem escritor chamado Jeremy  que trabalha em uma produtora é enviado para a Itália atrás de um famoso escritor que havia se isolado do mundo após a morte de sua esposa. Entre as tentativas de convencimento para que o escritor Weldon Parish voltasse a escrever, uma amizade acaba surgindo entre eles. Weldon, relutante em voltar a escrever, começa a passar alguns ensinamentos sobre escrita para Jeremy. E um dos ensinamentos mais interessantes é: - Um livro só pode ser escrito quando há algo para se dizer.

Esta lista que eu montei, são de autores que tiveram algo a dizer. Com certeza não foram livros escritos simplesmente para ganhar dinheiro, ou por ego, ou por sei lá o quê. Não são livros que transformam sua vida (auto-ajuda é lixo, quem lê e quem escreve), mas com certeza marcam pela profundidade de alguns, pseudo-realidade (de onde tirei isso?) de outros e a fantasia de nos insere em um mundo de magia, beleza, mistério e blá blá blá.

Agora chega desse papo sentimentalista e barato e vamos a lista…

Hors Concours
O Senhor dos Anéis (A sociedade do anel, As duas torres e O Retorno do rei) - J. R. R. Tolkien

Este realmente não há o que falar.

Que foi? Não tem o que falar meu. Achou que eu iria escrever alguma coisa?

Tá bom vai, só um pouco então.

O cara foi um gênio (John Ronald Reuel Tolkien). O livro é fantástico, não só pela história e sua trama, que é muito bem feita, mas pelo "outro mundo" que Tolkien conseguiu criar. Raças, povos, linguagens e idiomas (com regras de escrita e tudo), vegetação, animais, Eras, guerras, história com sua cronologia, tudo explicado em detalhes nos apêndices do livro.

A história trata de um grupo de 9 valentes que foi reunido para destruir um anel, que caindo nas mãos de Sauron (o super mau), poderia causar a destruição da terra média. Quatro hobbits, dois humanos, um elfo, um anão e um mago, formam essa sociedade para destruição do "Um Anel". Porém, a trama se aprofunda em aventuras, guerras, lutas, problemas existenciais, perigos e tantas coisas até o final, que quando você termina de ler, parece que uma parte de sua vida terminou junto com o livro.

Os filmes (versão extendida) não representam nem 40% do que realmente é contado no livro. Uma obra sem comparação.

1
O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

Uma história inesquecível. Retratada no Afeganistão na década de 1970, uma história de amizade entre dois meninos, que acabam se separando em virtude da invasão soviética no Afeganistão. Amor, ódio, vingança, honra, enfim diversos sentimentos e aspectos da vida são tratados nesse livro de uma maneira brilhante pelo autor. Merecido o reconhecimento mundial desse livro. Estou no aguardo do filme. Porém filmes baseados em livros nunca correspondem as expectativas. 

2
Os Pilares da Terra (Volumes I e II) - Ken Follett

"O principal desafio para um escritor de ficção, é criar um mundo imaginário e então arrastar o leitor para lá. E é isso que eu gosto de fazer." - Ken Follett

Essa frase retrata exatamente o que este livro faz com você. Eu estaria lendo este livro até hoje e vivendo no século XII, se os dois volumes de quase seiscentas páginas (isso mesmo. 600) não tivessem acabado em apenas um mês e meio de leitura nas minhas noites livres de colégio no 2º grau (sou da época do 2º grau). Um épico que se passa ao redor da construção de uma catedral gótica envolvendo jogos de poder, dinheiro e política, tanto para o reinado da Inglaterra, quanto para o trono de Papa.

3
A Menina que Roubava Livros - Markus Zusak

Ainda estou lendo o livro (estou na metade), mas só a sacada do autor em que é a morte que conta a história, já é muito bacana. O livro gira em torno de uma menina que foi adotada por um casal alemão, na época da Segunda Guerra Mundial. É impressionante como a morte é detalhista.

4
A Revolução dos Bichos - George Orwell

Este livro escrito por Orwell me faz lembrar uma novela brasileira chamada "Que rei sou eu", que era uma sátira à realidade política do Brasil, exibida em 1989. Da mesma maneira Orwel satirizou a ditadura stalinista com seu livro, ao fim da da Segunda Guerra Mundial (olha ela aí de novo). Pois é, o livro foi publicado 1945. Na época em que li o livro (1990), eu era muito novo, tinha apenas 11 anos, e para mim era simplesmente a história dos bichinhos, assim como a novela era alguma coisa no estilo medieval. Mas a história do livro é muito boa.

5
O Monge e o Executivo: uma história sobre a essência da liderança - James C. Hunter

Um empresário de sucesso, porém, cheio de problemas no trabalho e em casa, acaba indo para um mosteiro cristão para refletir sobre sua vida. Lá encontra um dos seus ídolos como empresário, vivendo no mosteiro de uma maneira muito simples. Nesse período aprende com ele grandes lições que carregará pela vida inteira.

Não é uma das melhores narrativas (que saudade do Tolkien). Porém, passar ensinamentos através de uma história, e ensinamentos realmente relevantes para a vida das pessoas (para você que está lendo este artigo também serve) não é pra qualquer um.

6
Os Axiomas de Zurique - Max Gunther

Que mané "Pai Rico, Pai Pobre" o quê. Este é o verdadeiro livro que todo mundo deveria ler a respeito de investimentos. Nada de ficar afofando as palavras e falar bonito. Realidade. Investimento com alta rentabilidade = jogo. Arriscar. Sair rápido do investimento se já deu lucro. Poupança? Coisa de pobre medroso.

Um livro controverso, porém mostra a realidade sobre investimentos, através de algumas regras (axiomas) que os suíços se baseiam para investir.

- Que suíços?

- Todos oras. Um dos países com maior renda per capita (leia-se ‘os mais ricos’) do mundo.

7
Ed Mort e Outras Histórias - Luís Fernando Verissimo

Este foi o livro que fez eu me apaixonar por crônicas humorísticas e contos. Pra mim Luís é o melhor nesse estilo. Humor inteligente, seco sarcástico, meloso, não tem tempo ruim. Você ri. Lê novamente e ri. Lê de novo e se impressiona porque ri. Histórias como "Solidão", "As noivas do Grajaú", "De ressaca", entre outras são a primazia do humor brasileiro.

"Mort, Ed mort. Detetive Particular. É isso que dizia a placa na porta do escritório. Mas roubaram a placa."

"a polícia só entra aqui na galeria com proteção policial…"

8
O Hobbit  - J. R. R. Tolkien

Este pequeno livro, escrito por Tolkien enquanto era corretor de provas de certificado escolar, é a base de toda a trama para "O Senhor dos Anéis". O livro tem uma linguagem simples, fácil, e é uma história muito gostosa onde um hobbit (Bilbo), encorajado por Gandalf, o mago, viaja na companhia de anões para resgatar o tesouro dos mesmos, que estava na posse de um dragão (Smaug). No meio da história Bilbo acaba encontrando um anel, aliás o "Um Anel", que dará origem a toda história do outro livro. Vale a pena.

por quê eu uso Ubuntu Linux?

04.01.2008 - 17h08

Muitas pessoas me perguntam: - Por quê você usa Linux? E por quê Ubuntu?

A resposta talvez não seja muito simples, porém é baseada tanto no meu perfil de usuário, quanto na minha experiência na área de tecnologia.

Como usuário comum de computador, utilizo e-mail, comunicadores instantâneos, browsers, editores de texto, música, filmes, etc. Não sou um "gamer", que precisa de placas aceleradoras de vídeo, etc. Nesse caso ainda seria obrigado a utilizar o Windows, que é o fatia de mercado explorado pelas empresas de games.

Para os usuários comuns, o parágrafo seguinte pode ser complicado de entender…

Trabalho na área de TI (Tecnologia da Informação ou ‘Treconologia da Confusão’ para os íntimos) já faz alguns anos, e meu foco é a área de desenvolvimento de sistemas para Internet (Intranets, Extranets, E-business, etc.). Além disso optei por trabalhar com tecnologias que me fornecessem disponibilidade, facilidade de configuração, rapidez e flexibilidade no desenvolvimento, acesso fácil a documentação (online) e comunidade. Portanto trabalho com linguagens de programação como Ruby e PHP, frameworks de desenvolvimento como Codeigniter e Rails, bancos de dados MySQL e PostgreSQL. Não que eu não trabalhe com Java, Oracle, ASP, dentre outras. Apenas tenho preferência e coloco meu foco naquelas que me interessam mais.

Agora que meu perfil foi traçado, vejamos em alguns tópicos a resposta para a pergunta.

Linux é open-source, livre e de graça

Primeiro ponto positivo. Linux é gratuito. Eu não preciso pagar R$ 500,00 para ter um sistema operacional no meu computador. Nem pagar R$ 200,00 embutidos no preço de um notebook ou computador de marca que venha com um sistema operacional pré-instalado.

Além disso é open-source (código aberto) e livre. Você pode customizar seu Linux, criar uma distribuição sua (caso você seja um bam bam bam é claro).

Softwares para Linux também são gratuitos

Quase todos programas que você precisará ou poderá utilizar no Linux são gratuitos também, ou seja, você não precisará pagar R$ 800,00 para ter uma suíte de escritório (processador de textos, planilha e apresentação) no seu computador. Você tem o OpenOffice por exemplo.

- Ah, mas não tem todos os recursos do MS Office.

Sim meu amigo, não tem realmente. A maioria dos softwares para Linux são mantidos por comunidades ou organizações, e não cobram por isso. Geralmente os softwares são um pouco (eu disse pouco) diferentes e com menos funcionalidades que as versões pagas de softwares para Windows.

Mas eu faço um desafio. Me apresente duas pessoas que utilizam mais de trinta por cento das funcionalidades do Word. E eu envio para você inteiramente de graça um adesivo "Eu Amo a Microsoft".

Liberdade de escolha

Com Linux eu posso optar por quais programas usar. Eu tenho liberdade.

Eu escolho a distribução Linux de minha preferência (Ubuntu, Slackware, Fedora, etc.). Escolho o gerenciador de área de trabalho preferido (Gnome, KDE, etc.). Escolho meu browser favorito (Firefox, Mozilla, etc.). Meu leitor de e-mails favorito (ThunderBird, Evolution, etc.). E por aí vai.

As pessoas lutam por seus direitos de liberdade e escolha como nação, fazem guerras por isso e muito menos. Mas quando se trata de computador continuam presos e amarrados.

Legalidade

O fato de você estar utilizando software de livre distribuição não faz de você um criminoso.

Se você usa uma cópia pirata do Windows ou do Office por exemplo, você é um criminoso. Isso mesmo, um criminoso.

- Mas eu sou só um estudante.

Capitão Nascimento esfregando a cara do estudante em uma pilha de CD’s piratas.

- É você que financia essa m….!

Aspectos Técnicos (Usuários comuns, podem pular essa também)

Como analista de sistemas e desenvolvedor de sistemas para Internet (que funcionam através de um browser), e optante por utilizar linguagens, gerenciadores de bancos de dados, servidores web, ferramentas CASE e de desenvolvimento livres, o Linux é a melhor opção.

É mais fácil configurar um servidor LAMP (Linux, Apache, MySQL e PHP) do que um servidor WAMP (Windows, Apache, MySQL e PHP). Além de poder utilizar ferramentas como Eclipse, BlueFish Editor, Gimp, etc.

Já se você optou por desenvolver sistemas em .net, ASP, SQLServer você realmente precisará utilizar o Windows.

- Tá bom, Tá bom. Você falou tudo isso com relação a Linux, mas e o Ubuntu?

Bom, com relação ao Ubuntu a questão é bem simples.

Sou um usuário misto de computador, utilizo aplicações padrão e ferramentas para desenvolvimento de sistemas.

Não sou um radical Linux, que o defende com unhas e dentes.

O Windows é um ótimo sistema operacional, que tem programas e ferramentas muito bem implementadas, é fácil de instalar e configurar, e é claro você paga por isso. A Microsoft não seria essa empresa de sucesso se fornecesse programas medíocres.

Usei o Windows por muito tempo, mesmo quando cursava a faculdade de Ciências da Computação, quando muitos dos meus colegas já se divertiam com Linux.

Mas não havia facilidades para utilização do Linux. Instalar era difícil, configurar o hardware e aplicações era difícil. Quase tudo você tinha que compilar para poder utilizar em seu computador.

O Ubuntu (de acordo com meu pobre conhecimento em Linux), foi uma das primeiras distribuições que em primeiro lugar, focou o desenvolvimento para tornar sua utilização o mais fácil possível para usuários comuns. E isso foi um grande avanço.

Com Ubuntu eu tenho:

Facilidade de instalação

Através do LiveCD do Ubuntu, você consegue instalar facilmente o Ubuntu em qualquer computador, mesmo que você tenha o windows instalado. E antes mesmo de instalar, o LiveCD permite que você utilize o Ubuntu sem que ele seja realmente instalado em seu computador.

Reconhecimento de hardware e periféricos

Salvo algumas exceções, o Ubuntu, ao ser instalado, reconhece todo o hardware da sua máquina, instala os drivers corretamente e deixa tudo funcionando pra você. Fácil, sem necessidade de CD’s de drivers de placas de som, vídeo, etc. Nesse ponto ele é muitas vezes bem mais prático que o Windows.

Facilidade de instalação de softwares

Os programas mais comuns que você utiliza (browser, comunicador instantâneo, cliente de e-mail, editor de texto, tocador de filmes e música, etc.) já vem instalados por padrão. É só utilizar.

Também é fácil instalar algum programa a mais que você precise. Não é necessário nem pesquisar na Internet, muito menos acessar sites de downloads de programas. Você pode usar o gerenciador de pacotes do Ubuntu, e ali mesmo pesquisa o programa que você precisa pela descrição. Então é só assinalar o programa para instalação, clicar em OK e pronto. O Ubuntu baixa o programa, e já instala automaticamente no seu computador.

Não vou entrar aqui em questões mais técnicas. Mas acredito que consegui responder a questão inicial.

Utilizo o Ubuntu desde a versão 5.10, e realmente ele não me deixa na mão.

Quem quiser conhecer um pouco mais, baixar uma imagem ISO para gravar um CD e instalar pra testar o link é www.ubuntu.com.

as perdas causadas pelo “outsourcing” e terceirização na área de TI

03.01.2008 - 10h45

Certa vez li um artigo no Webinsider que falava a respeito do "outsourcing", e sobre como esse modelo de negócio não é um bicho de sete cabeças. Não vou citar o artigo nem o autor, porém, em resumo o artigo trata dos benefícios para a empresa que contrata a terceirização do serviço, e também sobre um novo perfil profissional, que é dinâmico, apresenta melhores resultados e também é muito mais eficiente.

O engraçado é que o artigo foi escrito por um diretor de uma consultoria que presta serviços de "outsourcing" em parceria com um publicitário.

Lembro de ter feito um comentário sobre os malefícios do "outsourcing", que foi apoiado também por um outro analista que comentou o artigo logo em seguida.

Mas quais são as perdas causadas pelo "outsourcing" e a terceirização para a área de TI?

Para os profissionais

É necessário comentar que, em virtude da alta carga tributária para as empresas contratarem profissionais com carteira assinada, os profissionais de TI são os grandes prejudicados com isso. É uma área importante para os negócios de qualquer empresa, onde existem profissionais qualificados, e que ganham bem, portanto geram altos custos para as empresas. Isso gerou o modelo profissional "PJ", muito comum nos grandes centros urbanos.

A maioria dos profissionais de TI ganha por hora, e trabalhando como PJ, em empresas que terceirizam serviço, os profissionais acabam não criando vínculos, nem identificação com as empresas que trabalham.

O que acontece então quando recebem uma proposta de trabalho com um ou dois reais a mais no valor/hora, e um pouco mais perto de casa? O profissional não pensa duas vezes, troca de empresa. Os contratos com as empresas de "outsourcing" são feitos para beneficiar a empresa em caso de quebra de contrato (para mandar o cara embora), é também é facilitado para o profissional sair. Em poucos dias é possível trocar de emprego.

Ou seja, alta rotatividade no mercado. E o profissional não agrega valor nem para sua experiência, nem para a empresa para a qual presta serviço.

O profissional nesse modelo de negócio também costuma trabalhar demais, pois em virtude de prazos mal estimados e projetos mal gerenciados (problema a ser comentado posteriormente neste texto), acaba tendo que trabalhar mais horas por dia.

Folgas são negociadas. Férias? Só no tempo entre você sair de um projeto até ser encaixado em outro.

Para as empresas clientes

Um dos principais problemas para as empresas é que o conhecimento do seu próprio negócio, acaba ficando na mão de terceiros. Apesar dos usuários participarem do processo de geração dos requisitos, a solução é desenvolvida exclusivamente pela empresa de "outsourcing" contratada. Ou seja, a inteligência da solução para sua empresa não está mais na sua empresa. E como já foi citado, com a rotatividade de profissionais entre as empresas de "outsourcing", o conhecimento realmente se perde, até mesmo na empresa contratada. E não adianta falar em documentação, pois documentações nunca contemplam tudo que é necessário. Conhecimento, processos, soluções são construídos por pessoas, e não por documentos.

Os altos custos de um projeto de "outsourcing" também são um grande problema. Trabalho em uma empresa que realiza os projetos de desenvolvimento de sistemas com empresas terceirizadas. É impressionante ver os valores absurdos cobrados por projetos relativamente simples.

Mas por quê os projetos terceirizados são tão caros?

Existem algumas razões:

  • As empresas de "outsourcing" inflam as equipes de projetos com profissionais. Com mais profissionais trabalhando em um projeto, a porcentagem de lucro é bem maior para a contratada. Sim, eles sempre dizem que não, mas o valor ganho em cima de cada profissional é bem "gordinho".
  • Os prazos de projeto são sempre maiores que o necessário, também para maximizar o lucro pelo tempo de trabalho dos profissionais.

Mas espera um pouco, com equipes maiores, e com prazos maiores, por quê sempre ocorrem atrasos nos projetos de "outsourcing". O que aliás é um outro problema gerado para a empresa cliente. E quando eu digo sempre, é sempre mesmo. Raríssimas empresas entregam seus projetos nos prazos estipulados em cronograma.

A explicação é simples, muitos profissionais não necessários em um projeto acabam gerando problemas de gerenciamento de projeto. Como todos tem que trabalhar, as atividades nos projetos acabam muito segmentadas, e o gerenciamento dos recursos se perde. E é muito mais difícil unir as peças separadas. Entram nesse caso problemas de integração de módulos de aplicações, "gaps" em requisitos de sistema, etc.

As perdas são bem claras nas questões de agregar valor para o negócio e custos para a empresa cliente e também para o profissional em termos de experiência e estabilidade.

resoluções de ano novo para mudar a vida velha

18.12.2007 - 08h13

Nada como começar um novo ano.

Um sinônimo de novas perspectivas, grandes projetos, sonhos a serem realizados, amores a conquistar.

Nesse pequeno tempo de reflexão, você escreve tudo que deseja mudar, traça meta, faz planejamentos e visualiza tudo o que deseja conquistar. Direciona seu pensamento para essas coisas e não deixa que nada atrapalhe seus objetivos (viu como eu li o segredo?).

"Mas a vida meus amigos, a vida é uma caixinha de surpresas… Mas por Deus, este é Joseph Climber…"

E como sou brasileiro e não desisto nunca, para começar este ano, deixo aqui registrada minha lista de resoluções:

Profissionais e Financeiros

  • Estruturar e trabalhar pela Dankie (minha empresa)
  • Investir na bolsa de valores (Warren Buffet, me aguarde)
  • Jogar poker 1 vez por semana (ninguém é de ferro)
  • Não fazer dívidas (faz parte, faz parte)
  • Investir em uma pizzaria (investir no que eu mais gosto de comer)
  • Trocar de carro (símbolo do sucesso no capitalismo)

Pessoais e Sociais

  • Acordar cedo e cumprir horários (o que? já? quando?)
  • Ler de um a dois livros por mês (isso eu gosto)
  • Escrever um livro (o título é segredo. não, não é "o segredo", é segredo, entende?)
  • Fazer academia 5x por semana (não aguento mais passar vergonha na brava)
  • Perder a barriga e não ganhar de volta (sai barriga, este corpo não te pertence mais)
  • Não beber durante os 4 primeiros meses (mãe? você colocou isso na lista?) - item vetado
  • Me alimentar corretamente (bye bye mc’donalds)
  • Me relacionar melhor com as pessoas (não que eu não seja sociável…)
  • Dar uma festa para amigos a cada dois meses (tá vendo?)
  • Organizar coisas pessoais (essa coisa de arrumar armários sabe?)

Alguns itens foram omitidos da lista, afinal, tem coisas que só você (no caso eu) deve saber.

habituando-se ao novo lar

02.05.2005 - 17h12

Nada como o novo lar. O seu "space". O seu cantinho.

Você chega em casa e acha ótimo a sua liberdade. Liga o som bem alto, vai no banheiro de porta aberta. Toma banho e sai pelado para o quarto para se vestir. Tudo é bom demais. Claro, até o interfone tocar e o porteiro pedir pra você baixar o volume pois a vizinha do 53 reclamou. Eu amo condomínios. Espera só até eu ouvir os latidos dos cachorros dela novamente.

Mas os pequenos detalhes não tiram a sua satisfação.

Você liga a TV e passa pelos sessenta e poucos canais e não encontra algo decente para assistir. Seriados repetidos, programas sem graça, pegadinhas forjadas, mesas redondas, quadradas e triangulares…

A fome aperta. Você vai até a cozinha e abre a geladeira. Ali encontra-se um melão que você achou que sabia comprar como a sua mãe, mas você comprou verde e ele não amadureceu. Está ali, partido, aguardando sua decisão do que fazer com ele.

Há também um pedaço de pizza da era paleolítica, que ao julgar pelos fungos, talvez nem o carbono 14 seria capaz de datar sua idade.

Mas há um pote com manteiga, e você pensa: "beleza". Até olhar a data de validade do pacote do pão, que aliás, só têm aquelas bundinhas (as extremidades com casca) que geralmente não se come ou se jogam fora. Qual será o tempo máximo permitido para comer o pão fora da validade. Até 20 dias? Não arrisquei.

Preciso de um mercado urgente…

mudança

06.04.2005 - 09h50

Ah, mudança…

Nada como mudar de casa, mudar de bairro, mudar de ares. Tudo é novidade.

E o que seria da vida do ser humano sem novidades, sem desafios, sem a possibilidade de ir ao encontro de algo que você, realmente, nem sabe o que é. São as emoções proporcionadas pelo novo que nos estimulam a fazer muitas coisas.

A procura

Depois da correria, dos incansáveis telefonemas para imobiliárias, dos risinhos abafados dos corretores quando você diz que gostaria de morar no Jardins por menos de mil reais, você finalmente consegue um apartamento.

Sim, um belo e antigo apartamento na Vila Olímpia (o Jardins nem fica tão longe assim). Quase tudo como você desejou. Dois quartos, sala, dois banheiros, despensa. Perfeito. Claro, a pia do banheiro está meio entupida, tem uma janela rachada, as lâmpadas da cozinha ficam penduradas porque não têm "spots". Mas isso tudo são pequenos problemas banais, fáceis de serem solucionados.

A preparação

Você está pronto para morar, doido para entrar no seu apartamento, mas um pequeno detalhe ainda te impede. Sim meu amigo, você precisa mobiliá-lo.

Mas esse é o momento bom. Compras. É ótimo comprar. Em pensamento você tenta se convencer disso. Começa a pesquisar preços na internet. Claro, na era da informação é preciso aproveitar as facilidades oferecidas. Dezenas de sites, promoções, banners, descontos, etc., e você se vê num mundo gigantesco e se sente perdido. Fogão, geladeira, sofá, cama, microondas, TV, DVD, rack, roupa de cama, mesa, banho, panela, potes, pratos, galheteiro (o que é isso?!?!). Caramba, não consigo me decidir. O que comprar? Qual modelo? O que é prioridade? Você compra uma parte pela internet, outra parte você vai nas lojas. Negocia, chora um desconto. Tenta tornar esse gasto em uma coisa satisfatória.

Pronto. Você adquiriu parte das coisas necessárias para a sobrevivência de um ser humano dentro de uma casa, você já tem cama, fogão, geladeira e microondas. Espera impacientemente a entrega dos produtos nos prazos. Que prazos? Nada chega como combinado. É uma loucura, quero voltar pra casa da mamãe.

Continua… Algum dia, quem sabe…